quarta-feira, 30 de novembro de 2011

União Européia

União Européia

- Características gerais

# bloco mais antigo (1957) / está no estágio mais adiantado de integração. / Congrega atualmente 25 países membros.

_ Fatores internos:

* Econômico : unir forças para recuperar a economia da Europa Ocidental que fora destruída pela segunda guerra mundial

* Político: unir forças para eliminar as rivalidades do passado e evitar novas guerras no futuro, daí a participação da Alemanha desde o início do bloco, como uma estratégia para abafar o revanchismo alemão

-Fator externo:

- Os interesses dos Estados Unidos:

* Apoio a formação da UE, através do plano Marshall e da OTAN para

- acelerar e a recuperação da Europa Ocidental e assim evitar o avanço do socialismo que já tinha incorporado o leste europeu.

# Evolução da União Européia

1947- a criação do Benelux, considerado a origem mais remota da UE, que entusiasmou os demais países pela idéia de integração.

1952- a criação da CECA amadurecendo a idéia da integração com a Alemanha, a partir da soberania compartilhada sobre as reservas de carvão mineral e ferro para a produção de aço.

1957- criação do Mercado Comum Europeu com o Tratado de Roma.

1973- expansão do MCE com a adesão da Inglaterra, Dinamarca e Irlanda

1981-86 – inclusão da Grécia e dos países ibéricos . A adesão tardia desses paises decorreu da permanência de regimes ditatoriais até meados dos anos 70.

1995 – inclusão da Suécia, Finlândia e Áustria após o fim da guerra fria

2004 – Adesão de países do Leste Europeu

2007- Adesão da Romênia e Bulgária

# O Tratado de Maastricht .

* Fatores: adoção de algumas medidas para consolidar a integração da EU frente aos outros megablocos (NAFTA e APEC), como:

- A livre circulação de pessoas e a nova política migratória:

* Facilitar o fluxo de trabalhadores da região sul para países ricos.

* Dinamizar o turismo com a maior circulação dentro da UE

* Restrição à entrada de imigrantes extra-comunitários em função de desemprego e da crescente pressão popular (o imigrante como ameaçar ao emprego da população nativa)

* adoção da imigração seletiva, facilitando a entrada de trabalhadores qualificados em função da crescente escassez de mão-de-obra com a queda da natalidade em muitos paises da região.

A criação da moeda única:

-Objetivos:

- Eliminar as moedas locais e os custos da conversão cambial para reduzir preços e aumentar o comércio entre os pises do bloco.

*Tornar o euro uma moeda forte e valorizada no mundo para competir com a hegemonia do dólar estadunindense.

- Países que não aderiram;

*Grécia (recusado) porque não atingiu as metas do banco central europeu .

* A Inglaterra teme o enfraquecimento econômico de Londres como a maior cidade global da UE e a perda da identidade com a eliminação da sua moeda nacional .

* A Suécia e a Dinamarca: houve rejeição porque ao adotar o EURO implica na adoção de medidas impopulares.

- A Adesão de novos países do Leste Europeu:

_ Fatores que favoreceram a aceitação desses países

* Não enfrentam os problemas políticos e as dificuldades econômicas que caracterizam os paises da CEI

* Oferecem recursos naturais, um grande mercado consumidor e mão -de- obra relativamente barata ás grandes potências da União Européia

* São países vizinhos de grandes potências da UE, sobretudo da Alemanha, o que facilitou a adesão ao bloco europeu pelo tratado de Nice

Dificuldades para a inserção de outros países:

-Economias pouco desenvolvidas já que possuem ainda bases rurais.

-Presença de conflitos étnicos

-Diferenças culturais Profundas

Os Desníveis e as Diferenças entre os paises da União Européia:

A Europa Norte-Ocidental

Características:

- Concentra as grandes potências européias (Alemanha, França, Inglaterra e a Itália)

- Concentra os maiores a e as mais diversificadas economias (maiores PIBs e mercados consumidores)

- Sedia as grandes transnacionais européias como a VW, Bayer, Fiat, Shell, Renault, Peugeout

- Concentra os mais elevados níveis de vida do mundo

- forte imigração com crescente xenofobia

A Europa Meridional

- Características

* Concentra as menores economias do bloco (Grécia, Espanha, Portugal e República do Eire)

* Economias com fortes bases rurais (agricultura, pecuária, pesca)

* Países de cultura latina (religião católica e idiomas originados do latim) o que dificultou a integração a União européia

* Possui baixo nível de vida com desemprego elevado e menores salários

* fortes movimento de emigração em direção aos países ricos do norte

* grande desnível dentro da Itália :Norte rico (Lombardia): concentra as maiores e mais industrializadas cidades como Milão e Turim / Sul pobre ( Calábria): concentra as cidades mais pobres e agrárias

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Exercício-Guerra Fria

01.Logo após a Segunda Guerra Mundial instala-se a chamada Guerra Fria também conhecida como EQUILÍBRIO DO TERROR, quando se verificou a equivalência de forças altamente destruidoras baseada no equilíbrio nuclear com conseqüências para o mundo, dentre as quais destaca-se
a) a divisão da Europa em duas esferas de influências políticas e dois sistemas político-econômicos: Europa Oriental-socialista, aliada da União Soviética e a Europa Ocidental-capitalista, aliada dos Estados Unidos.
b) a França, que domina os países capitalistas ocidentais envolvidos na Segunda Guerra e a Rússia, que domina os países da Europa Oriental.
c) um período de relativa paz, à exceção de algumas guerras civis muito localizadas, sem interferência das superpotências.
d) a diminuição drástica da corrida armamentista e uma ajuda dos Estados Unidos para a reconstituição dos países europeus, que sofreram grandes destruições durante o conflito mundial.
e) o Reino Unido capitalista que reforça a sua posição como grande potência sobre os demais países da Europa, por seu grande poder bélico.

02. O TERCEIRO MUNDO JÁ ERA
No cenário atual das relações internacionais, o conceito de Terceiro Mundo, criado nos anos cinqüenta, torna-se inadequado, incapaz de dar conta da realidade a que se refere.
Analise algumas considerações que justificam as afirmativas anteriores.

I - O fim da Guerra Fria impõe a lógica segundo a qual só existe um "mundo" cada vez mais homogêneo devido à maior integração do planeta.
II - Nas últimas décadas, o rápido crescimento econômico de alguns países subdesenvolvidos vem reforçar as diferenças culturais, religiosas e étnicas que já existiam entre os países deste grupo.
III - Apesar da prosperidade do Primeiro Mundo, os problemas associados ao Terceiro Mundo, como marginalização social, também ocorrem na metade norte do planeta.

É(São) correta(s) a(s) justificativa(s):
a) I apenas.
b) I e II apenas.
c) I e III apenas.
d) II e III apenas.
e) I, II e III.


03. Com o fim da guerra fria, a divisão do mundo em três grupos de países (Capitalistas Desenvolvidos, Capitalistas Subdesenvolvidos e Socialistas) teve suas bases enfraquecidas, o que deu origem a uma nova ordem econômica. Podemos relacionar a esta nova realidade todas as opções a seguir, EXCETO uma. Assinale-a.
a) Os pólos de poder da "Nova Ordem Mundial" apresentam contornos supranacionais, sendo uma conseqüência da internacionalização dos fluxos de capitais.
b) Na Europa, a Alemanha unificada funciona como eixo de ligação entre o leste e o oeste do Continente.
c) As reformas econômicas chinesas representam uma reorganização radical do espaço do leste asiático.
d) Os "dragões asiáticos" e os países pobres da Ásia Meridional funcionam como áreas de transbordamento dos capitais japoneses.
e) A nova ordem criou uma situação de estabilidade e segurança, o que não existia na ordem da guerra fria.
RESPOSTA: [E]


04. Em função do quadro das grandes transformações ocorridas no mundo a partir do final dos anos 80,
a) aponta-se para novos programas de reconstrução que, à semelhança do Plano Marshall, tenderiam a instalar projetos especiais com vistas a obter a prosperidade econômica nas áreas pobres do Sul.
b) questiona-se a validade da expressão Terceiro Mundo para designar os países pobres, pois com o final da Guerra Fria, deixou de existir a tradicional divisão de Primeiro e de Segundo Mundo.
c) promove-se um re-alinhamento dos principais países devedores no sentido de implantar ajustes econômicos, capazes de promover melhoria qualitativa do padrão de vida e ampliação do mercado interno destas nações.
d) estabelece-se um novo período de prosperidade econômica generalizada nos países industrializados, que se traduz pelo crescimento da produção e queda do desemprego.
e) acentua-se a tendência à universalização das instituições democráticas, ampliando-se os índices de desenvolvimento humano.

05. Os ataques atômicos ao Japão acabaram com a 2 Guerra Mundial. Revelaram ao mundo - e à União Soviética em particular - a extensão do poderio bélico dos Estados Unidos; queriam mostrar aos soviéticos que não hesitariam em usar a arma toda vez que seus interesses políticos fundamentais estivessem em jogo"
Assinale a opção que caracteriza adequadamente o texto:
a) Globalização
b) Multipolarização do Poder
c) Guerra Fria
d) Domínio Capitalista
e) Fragilização Socialista

06. Após o término da bi-polaridade, característica do período da Guerra Fria, os conflitos armados
a) aumentaram, devido à inegável supremacia militar dos Estados Unidos no mundo.
b) diminuíram, devido ao surgimento de outros pólos de poder no mundo.
c) diminuíram, devido à derrota do socialismo soviético.
d) aumentaram, devido à retomada de antigas diferenças étnicas e religiosas entre povos.
e) aumentaram, devido ao crescimento de países que detêm armas nucleares.


07. Podem ser apontados como fatos marcantes do período do Pós-Segunda Guerra Mundial, EXCETO:
a) a criação do Estado de Israel
b) o surgimento da chamada "Guerra Fria"
c) o processo de descolonização da Ásia e da África
d) a emergência de regimes totalitários na Alemanha e na Itália
e) a expansão do socialismo pela Europa Oriental

Discursivas
1. Durante o período da Guerra Fria, grupos somalis foram fortemente armados para poder lutar contra o regime ditatorial instalado em seu país. Referindo-se à atual guerra civil na Somália, o professor Said Samantar, da Universidade de Rutgers (Nova Jersey), afirma:

"A política somali moderna não é senão a política de clãs, com a diferença de que a sociedade, hoje, está armada com armas modernas de destruição maciça."

a) O que foi a Guerra Fria e como ela possibilitou a obtenção de armamentos pelas tribos somalis?
b) Quais têm sido as conseqüências da guerra civil somali para a população do país?

resposta:a)Guerra fria-conflito político-ideológico entre os EUA (capitalista) e a URSS (socialista).Ambos davam apoio e armavam grupos tribais que os apoiassem.

b)Mortes, miséria,falta de investimento, vivem em situações de total precariedade.


02. O que foi a divisão bipolar do mundo e qual a relação com a "Guerra Fria"?


03. Explique resumidamente o que foi o conflito Leste X Oeste ou Guerra Fria?


04. A queda do muro de Berlim, ocorrida no dia 09 de novembro de 1989, pode ser considerada como um marco que separa duas épocas: a época de vigência da Ordem da Guerra Fria, e a época da assim chamada Nova Ordem Mundial.
a) Explique o que foi a Ordem da Guerra Fria.
b) Como a chamada Nova Ordem Mundial se diferencia da Ordem da Guerra Fria?

O Processo de Regionalização

FORMAÇÃO DE BLOCOS ECONÔMICOS

1. CONSIDERAÇÕES

Com a desintegração do bloco socialista e o fim da União Soviética, no início da década de 1990, os países capitalistas centrais deixaram de se preocupar com a guerra fria e com o fantasma do comunismo. E entram agora numa verdadeira guerra comercial pelo controle dos principais mercados consumidores do planeta. O que se observa hoje é um aumento das tensões e disputas entre os próprios países capitalistas, que antes estavam juntos na luta contra a União Soviética.

Preocupados com as conseqüências dessa guerra comercial, Os grandes empresários europeus e norte-americanos estão procurando criar um cenário mundial mais previsível, no qual a concorrência possa ser controlada. Em outras palavras, como a concorrência no comércio internacional é muito grande, procura-se criar regiões protegidas: por meio da união entre vários países nos quais um grupo de empresas tem interesses comuns, dificulta-se a entrada de produtos de empresas de outros países ou regiões.

Podemos assim, encarar a formação de blocos econômicos regionais de comércio como uma tentativa para aumentar a segurança dos empresários que atuam no bloco, contra a concorrência de empresas mais eficientes de outros países ou blocos. Nesse caso, ser mais eficiente significa produzir com melhor qualidade e menor custo.

Embora a existência de interesses econômicos seja fundamental para a integração de vários países, é curioso o fato de que as empresas só conseguem realizar essa integração com a ajuda do governo. A concorrência entre os capitalistas dificulta ou impede um planejamento a médio e em longo prazo, pois cada um procura seus interesses particulares, perdendo a visão do interesse comum do sistema. Por isso, a presença dos governos, às vezes atuando até mesmo contra os interesses de alguns grupos empresariais, é fundamental para que a integração seja realizada. Governos com grande poder de negociação, capazes de fazer cumprir suas decisões e de forçar os capitalistas descontentes a aceitá-las, é que estão levando à formação dos blocos econômicos.

1. Estratégia dos Estados: Unir esforços (projetos coletivos), como: unificação de leis, moeda única e melhoria da infra-estrutura./ fortalecer as economias dos países: estabilizar a economia; melhorar a infra-estrutura e a qualidade dos produtos / preparar os paises para uma economia cada vez mais internacionalizada (globalização)

2. Interesse das grandes empresas: Eliminar barreiras alfandegárias / reduzir custos de produção / ampliar mercados para outros paises

2.1 As diferenças entre os blocos:

* Megablocos: grandes mercados elevados, PIBs elevados, alta tecnologia- liderados por paises desenvolvidos (EU, NAFTA, APEC),

* Blocos sub-regionais: pequenos mercados consumidores e PIBs, dependência econômica formados por paises subdesenvolvidos. (Mercosul e Pacto Andino)

3. Estágios / Etapas

1. ZLC: livre circulação de mercadorias, capitais e serviços (NAFTA)

2. União Aduaneira: livre circulação de mercadorias e tarifa externa comum (Mercosul)

3. Mercado Comum: livre circulação de mercadorias, tarifa externa comum, livre circulação de pessoas (União Européia)

4. União Monetária: todos os acordos acima e mais moeda única

5. União Política: é a última fase de interação com a transformação dos países num único Estado-nação, através da eliminação de suas fronteiras políticas (nenhum bloco atingiu essa fase de transformação)

4. As Teorias dos Blocos

#Teoria da globalização via mercados regionais

* Os blocos de diferentes tamanhos vão continuar existindo;

* Os blocos vão estabelecer acordos entre si para facilitar a globalização dos países;

* A formação dos blocos será uma etapa para facilitar a globalização dos países

# Teoria dos blocos regionais:

* apenas três blocos vão continuar existindo:ALCA, UE e APEC;

* Os blocos criarão barreiras alfandegárias entre si, gerando guerras comerciais;

* As barreiras alfandegárias entre blocos vão dificultar a globalização, ou seja a maior integração entre os países do mundo.

Nova Ordem

A “nova” (des)ordem mundial

Contexto: A partir da década de 90.

Principais mudanças:

· A relativa estagnação da economia norte-americana.

· A ascensão de novas potências: Japão e Alemanha.

· A Revolução científica e tecnológica.

· Fortalecimento do neoliberalismo.

· Internacionalização acelerada da economia.

· A multipolarização.

· Aumento das disparidades socioeconômicas e tecnológicas entre os países desenvolvidos e subdesenvolvidos.

· Regionalização do espaço mundial a partir da formação de blocos econômicos.

· Os fatores tecnológicos se sobrepõem aos fatores ideológicos e militares na definição das relações de poder.

· Busca por mercados e não mais por áreas de influência.

· Os conflitos locais (regionais) deixam de ter uma conotação mundial (exceto quando põem em risco os interesses econômicos dos países desenvolvidos).

· Ressurgimento do racismo e da xenofobia nos países europeus (principalmente na Alemanha).

· Mudança do eixo econômico do Atlântico Norte para a Bacia do Pacífico.

· O crescimento econômico do Japão nas últimas décadas, tornando-se a segunda potência econômica mundial.

· A industrialização e o crescimento dos Tigres Asiáticos e de outros países do Sudeste Asiático, periferias imediatas ao Japão.

· O crescimento da costa Oeste dos EUA, a chamada região do Vale do Silício.

· O crescimento econômico da China.

As “novas” regionalizações do espaço mundial decorrentes da nova ordem mundial

a) A divisão em blocos de poder: Como fruto das transformações decorrentes da Nova Ordem Mundial, principalmente o aumento da concorrência em escala global assistimos ao surgimento de três blocos liderados pelas principais potências econômicas da atualidade. A saber:

  • Bloco americano, bloco europeu e o bloco asiático.

b) A divisão norte-sul: Essa forma de divisão do espaço mundial se estabelece pelo fato de que o fim da Guerra Fria tornou mais notória as disparidades entre Norte Rico e Sul Pobre na medida em que, as relações que se estabeleciam no contexto da Bipolaridade, seja quais fossem, envolviam disputas político-ideológicas entre o Leste Socialista e o Oeste Capitalista.

Nesse sentido a oposição Norte-Sul não era evidenciada.

c) Critérios: Nesta forma de se regionalizar o espaço mundial são levados em consideração os aspectos socioeconômicos como os indicadores sociais (expectativa de vida, taxa de escolaridade...) e econômicos (PIB, renda per capita...).

Guerra Fria

A regionalização do espaço mundial: da bipolarização à multipolarização

1- A ordem geopolítica bipolar: a Guerra Fria

1.1- Contexto: Pós Segunda Guerra Mundial ao final dos anos 80 do século XX.

Após a Segunda Guerra Mundial instaurou-se no mundo uma situação geopolítica caracterizada pela bipolaridade político-ideológica entre EUA e URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas).

1.2- Características:

· Fim da hegemonia européia, assinalada pelas duas Grandes Guerras Mundiais;

· Emergência de duas superpotências (EUA e URSS) determinando a formação de dois grandes blocos de poder, nos quais as alianças entre os países se estabeleciam mediante as afinidades político-ideológicas.

· Sistemas socioeconômicos rivais: Capitalismo e Socialismo.

· Corrida armamentista e espacial: o principal instrumento de poder utilizado pelas superpotências foi o desenvolvimento de armamentos cada vez mais modernos definindo a hegemonia de EUA e URSS.

· Desenvolvimento tecnológico aplicada ao setor de armas.

· Constituição de estratégias econômicas (Plano Marshall e Comecon):

- Plano Marshall: Estratégia econômica dos EUA, baseada na concessão de capitais a longo prazo e a juros baixos com o objetivo de promover a reconstrução da Europa no Pós-Guerra e ao mesmo tempo mantê-la sob a órbita de influência norte-americana.

- Comecon: Aos moldes da estratégia norte-americana, o Conselho de Assistência Econômica Mútua foi instituído com o objetivo de promover a assistência econômica aos países socialistas aliados da URSS.

· Alianças militares (OTAN e Pacto de Varsóvia):

- Otan: A Organização do Tratado do Atlântico Norte consiste em uma aliança militar formada pelos EUA e seus principais aliados que à época objetivava proteger os países do Ocidente de uma possível ação militar soviética.

- Pacto de Varsóvia: Se tratava de uma organização militar que objetivava a defesa dos países reunidos em torno da União Soviética. Diferentemente da OTAN, o Pacto de Varsóvia se dissolveu com o fim da URSS em 1991.

Os países não-alinhados: Constituíram os países que adotaram uma postura mais autônoma no contexto da Guerra Fria, fazendo a opção pelo não-alinhamento em relação às superpotências.

As diferentes formas de regionalização do espaço mundial

2.1- A divisão tradicional: Corresponde à compartimentação do espaço mundial em cinco continentes: África, Ásia, Oceania, América e Europa. Essa forma de regionalização adota como referência a história geológica do planeta na qual ao longo dos tempos houve a separação entre as porções líquidas do planeta (oceanos e mares) e as sólidas (continentes e ilhas). Evidentemente os aspectos humanos como economia, sociedade e cultura também foram levados em consideração, mas sua importância foi minimizada visto que os aspectos da natureza são mais estáveis para a definição das regiões.

2.2- A divisão político-ideológica: “os três mundos”

a) Contexto: Guerra-Fria.

b) Características:

· Compartimenta o espaço mundial em três grandes grupos: Primeiro Mundo (países capitalistas desenvolvidos), Segundo Mundo (países socialistas ou de economia planificada) e o Terceiro Mundo (áreas periféricas ou subdesenvolvidas);

· Utiliza como critério para a divisão do espaço orientação político-ideológica dos países (capitalismo ou socialismo) dentro do contexto da Guerra Fria.

c) Problemas:

· Atualmente essa forma de regionalização perdeu o sentido de ser, na medida em que, houve o esgotamento dos países que constituíam o chamado Segundo Mundo.

· A partir do advento da Nova Ordem Mundial as diferenças entre os países que constituíam o chamado Terceiro Mundo aumentaram substancialmente dificultando o agrupamento dos países no mesmo conjunto regional.

PEA - População Economicamente Ativa

POPULAÇÃO E DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO

População Economicamente Ativa (PEA) é aquela parcela da população que participa do mercado de trabalho, ou seja, pessoas entre dez e sessenta anos nos países subdesenvolvidos e entre quinze e sessenta anos nos desenvolvidos. São incluídas como economicamente ativas as pessoas desempregadas que estão em busca de emprego. Por sua vez, a População Economicamente Inativa (PEI) está relacionada àquelas pessoas que não estão trabalhando nem procurando emprego, como as crianças com menos de dez anos de idade, estudantes, aposentados e donas de casa.

A População Economicamente Ativa (PEA) está vinculada a um dos setores de atividades característicos da economia moderna:

– Setor Primário: produção agropecuária, extrativismo vegetal e mineral;

– Setor Secundário: indústria de transformação, construção civil, mineração;

Setor Terciário: comércio, serviços, transportes, comunicações, administração pública.

Nos países desenvolvidos, a PEA é mais elevada, em termos relativos, do que a dos subdesenvolvidos. Entre outros fatores, isso ocorre pelo fato de o número de crianças ser menor e por apresentarem uma economia bem mais poderosa e diversificada do que a dos países subdesenvolvidos.

É preciso ter em mente que a Revolução Agrícola é o ponto de partida rumo ao desenvolvimento econômico. Sem ela, não há um processo integrado de crescimento da produção industrial e da circulação mercantil, ainda que sejam implantadas "ilhas" de economia moderna no oceano da produção rural (como, aconteceu em países como a China e a Índia).

Em muitos países subdesenvolvidos, o atraso na realização da Revolução Agrícola constitui sério obstáculo para o deslanche da industrialização. Os mercados consumidores são extremamente restritos, abrangendo apenas aquela parcela da população já desligada do Setor Primário. No campo, a economia rural primitiva forma um sistema fechado de produção e consumo, separado da economia moderna, urbana e industrial.

Nesses países, a estrutura de distribuição setorial da PEA apresenta grande concentração da força de trabalho no Setor Primário e um Setor Secundário bastante reduzido.

Teorias demográficas

Teorias demográficas

01. MALTHUSIANA - trabalhou o crescimento populacional a partir de leis provenientes das ciências exalas e naturais, em parte foi por essa razão que Thomas Robert Malthus cometeu equívocos que comprometeram as suas ideias, além de uma grande dose de alarmismo em suas colocações por desconsiderar a realidade socioeconômica.

A proposta malthusiana estabeleceu a relação Recursos x População.

Os recursos necessários (alimentos) a sobrevivência do homem cresceria em Progressão Aritmética: 1,2,3,4,5, enquanto que o crescimento populacional se daria na forma de Progressão Geométrica ou seja: 2,4,8,16,32,... O economista inglês Thomas Robert Malthus (1776-1834) formulou sua teoria demográfica no livro Um ensaio sobre o princípio da população, publicado primeiramente sem autoria, em 1798. Naquela época, a obra fez muito sucesso, mas hoje suas ideias são

consideradas ultrapassadas pela maioria dos estudiosos. Para os críticos de Malthus, não se elimina a pobreza diminuindo o número de nascimentos entres os pobres, mas redistribuindo a riqueza produzida no mundo. De qualquer modo, por ter sido o primeiro, estudioso a dar um tratamento cientifico ao estudo da população, Malthus consagrou-se como o pai da demografia.

2. NEOMALTHUSIANA – Estabeleceu pensamentos voltados para explicar o crescimento nos países subdesenvolvidos, onde passou a justificar a pobreza em função do excessivo número de pobres desses países. A partir dessa concepção, nota-se a busca por explicações superficiais e sem fundamentação, haja vista que o problema não é o quantitativo de população, contudo a forma como se dá a divisão dos recursos produzidos.

3. ECOMALTHUSIANA - tentando passar uma preocupação com o meio-ambiente e, sobretudo, em relação aos recursos naturais, essa corrente busca explicar novamente o crescimento populacional a partir de ideologias tendenciosas e superficiais que culpa a população de baixa renda pelo consumo exagerado dos recursos naturais comprometendo as gerações futuras.

Ambas as teorias apresentadas tem base no pensamento malthusiano, apesar de que Malthus nunca defendeu deliberadamente um controle, todavia pregava a necessidade do mesmo para evitar uma catástrofe de fome.

Por outro lado, as duas teorias defendem o controle de natalidade como saída para evitar uma explosão demográfica, passando ainda a responsabilidade para o Estado que seria o culpado pelo fato da classe mais baixa ser tão prolífica, tendo em vista a política assistencialista que o poder público pratica.

Esse pensamento revela a postura neoliberal de tais correntes, dai a defesa de que o Estado seria responsável pela política de controle da natalidade, desta forma controlando o crescimento populacional.

4. REFORMISTA - Esta teoria se opõe a teorias anteriores, pois defende nas suas formulações que a miséria existente no mundo é fruto da injustiça social, sobretudo na questão da desigualdade social e da forte concentração de renda que funciona como o grande agente da difusão da miséria e da forme no mundo. Essa concepção trabalha com a ideia de que através da revolução educacional e dos grandes investimentos do estado em saúde e em infraestrutura o crescimento populacional será freado, pois a população ao ter uma maior consciência passa a desenvolver um planejamento familiar, como a que ocorre com a classe média.