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segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Hotspots-Brasil-Cerrado e Mata Atlântica


O Cerrado
O Cerrado detém 5% da biodiversidade do planeta, sendo assim a a savana mais rica do mundo – e um dos biomas mais ameaçados do Brasil.
O Cerrado é uma formação do tipo savana tropical, ocupando cerca de 2.036.448 km² (IBGE, 2004) no Brasil Central, com uma pequena inclusão na Bolívia. Cobre 25% do território nacional, da seguinte forma: todo o Distrito Federal e parte – em ordem decrescente – de Goiás, Tocantins, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Mato Grosso, Piauí, São Paulo, Bahia, Paraná e Rondônia.

A fisionomia mais comum do Cerrado é uma formação aberta de árvores e arbustos baixos coexistindo com uma camada rasteira graminosa – mas há nele também várias outras fisionomias, desde os campos limpos até as formações arbóreas.

Sabe-se hoje que esta savana brasileira é uma das regiões de maior biodiversidade do planeta: estimativas apontam para a existência de mais de 6 mil espécies de árvores e 800 espécies de aves, além de grande variedade de peixes e outras formas de vida. Calcula-se que mais de 40% das espécies de plantas lenhosas e 50% das espécies de abelhas sejam endêmicas.

Graças a esta excepcional riqueza biológica, o Cerrado – ao lado da Mata Atlântica – é considerado um dos hotspots mundiais – em outras palavras, é um dos biomas mais ricos e mais ameaçados do planeta.
Nas últimas décadas, o bioma tem sido visto como uma alternativa ao desmatamento na Amazônia, sendo proposta a exploração mais intensa dessa região – seja por expansão agrícola, seja por plantios florestais para fixar carbono atmosférico. Hoje, a extensa transformação antrópica do Cerrado ameaça levar a perdas crescentes de biodiversidade, especialmente em vista das limitações das áreas protegidas, pequenas em número e concentradas em poucas regiões.

A Mata Atlântica

Na Mata Atlântica vivem 112 milhões de brasileiros e circula 60% do PIB do país. Apesar de todas as pressões que vem sofrendo ao longo dos anos, resiste viva com 7,91% de vegetação, conforme levantamentos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e Fundação SOS Mata Atlântica, o equivalente a 102 mil quilômetros quadrados concentrados nas regiões serranas do sul e do sudeste. De acordo com o WWF-Brasil, se forem contabilizados fragmentos com menos de cem hectares, os remanescentes da floresta podem chegar a 27%.

O bioma é considerado área prioritária para conservação. É um hotspot, ou seja, região com rica biodiversidade, ameaçada e com grande endemismo. Dos 34 hotspots do planeta, a Mata Atlântica é um dos cinco mais ameaçados. A extinção de espécies no bioma pode significar que nunca mais elas poderão ser vistas em nenhum outro lugar do mundo. Protegê-la é, portanto, essencial.
http://www.mma.gov.br

Hotspots



Área rica em biodiversidade, com cerca de 1.500 espécies endêmicas de plantas e que tenham a vegetação original de sua região reduzida. A Mata Atlântica e o cerrado são os principais Hotspots do Brasil.

O conceito de Hotspots foi criado por Dr. Norman Myers, em 1988, cujo conhecimento foi incorporado nos trabalhos da Consevation International como indicador para priorizar quais locais do mundo receberiam maior atenção dos programas de conservação.

A teoria de Myers foi aperfeiçoada por Russel A. Mittermeier, presidente da Conservation, em 1996. A revista Nature, em 2000, publicou artigos que noticiavam que os conservacionistas estavam longe de protegerem todas as espécies ameaçadas de extinção no mundo.

O conceito de Hotspot aumentou a eficiência de ações e projetos que investem recursos em trabalhos de conservação. Os pontos críticos estudados revelam que a biodiversidade não está distribuída de forma homogênea no planeta.

Considera-se que 60 % de todas as espécies de plantas e animais se encontram em apenas 1, 4 % da superfície terrestre. Nos projetos prioriza-se o trabalho ambiental em áreas mais ricas em biodiversidade, como florestas tropicais.

O que determina se uma região é considerada Hotspot é a existência de espécies endêmicas, espécies restritas e exclusivas de um determinado ecossistema. O grau de ameaça de um ecossistema também é considerado, no qual 75 % ou mais da vegetação nativa tenha sido devastada.


Fontes
http://www.aliancamataatlantica.org.br
http://www.biodiversityhotspots.org