
O Cerrado é uma formação do tipo savana tropical, ocupando cerca de 2.036.448 km² (IBGE, 2004) no Brasil Central, com uma pequena inclusão na Bolívia. Cobre 25% do território nacional, da seguinte forma: todo o Distrito Federal e parte – em ordem decrescente – de Goiás, Tocantins, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Mato Grosso, Piauí, São Paulo, Bahia, Paraná e Rondônia.
A fisionomia mais comum do Cerrado é uma formação aberta de árvores e arbustos baixos coexistindo com uma camada rasteira graminosa – mas há nele também várias outras fisionomias, desde os campos limpos até as formações arbóreas.
Sabe-se hoje que esta savana brasileira é uma das regiões de maior biodiversidade do planeta: estimativas apontam para a existência de mais de 6 mil espécies de árvores e 800 espécies de aves, além de grande variedade de peixes e outras formas de vida. Calcula-se que mais de 40% das espécies de plantas lenhosas e 50% das espécies de abelhas sejam endêmicas.
Graças a esta excepcional riqueza biológica, o Cerrado – ao lado da Mata Atlântica – é considerado um dos hotspots mundiais – em outras palavras, é um dos biomas mais ricos e mais ameaçados do planeta.
O bioma é considerado área prioritária para conservação. É um hotspot, ou seja, região com rica biodiversidade, ameaçada e com grande endemismo. Dos 34 hotspots do planeta, a Mata Atlântica é um dos cinco mais ameaçados. A extinção de espécies no bioma pode significar que nunca mais elas poderão ser vistas em nenhum outro lugar do mundo. Protegê-la é, portanto, essencial.
