quarta-feira, 12 de setembro de 2012
terça-feira, 29 de novembro de 2011
PEA - População Economicamente Ativa
População Economicamente Ativa (PEA) é aquela parcela da popu
lação que participa do mercado de trabalho, ou seja, pessoas entre dez e sessenta anos nos países subdesenvolvidos e entre quinze e sessenta anos nos desenvolvidos. São incluídas como economicamente ativas as pessoas desempregadas que estão em busca de emprego. Por sua vez, a População Economicamente Inativa (PEI) está relacionada àquelas pessoas que não estão trabalhando nem procurando emprego, como as crianças com menos de dez anos de idade, estudantes, aposentados e donas de casa.
A População Economicamente Ativa (PEA) está vinculada a um dos setores de atividades característicos da economia moderna:
– Setor Primário: produção agropecuária, extrativismo vegetal e mineral;
– Setor Secundário: indústria de transformação, construção civil, mineração;
– Setor Terciário: comércio, serviços, transportes, comunicações, administração pública.
Nos países desenvolvidos, a PEA é mais elevada, em termos relativos, do que a dos subdesenvolvidos. Entre outros fatores, isso ocorre pelo fato de o número de crianças ser menor e por apresentarem uma economia bem mais poderosa e diversificada do que a dos países subdesenvolvidos.
É preciso ter em mente que a Revolução Agrícola é o ponto de partida rumo ao desenvolvimento econômico. Sem ela, não há um processo integrado de crescimento da produção industrial e da circulação mercantil, ainda que sejam implantadas "ilhas" de economia moderna no oceano da produção rural (como, aconteceu em países como a China e a Índia).
Em muitos países subdesenvolvidos, o atraso na realização da Revolução Agrícola constitui sério obstáculo para o deslanche da industrialização. Os mercados consumidores são extremamente restritos, abrangendo apenas aquela parcela da população já desligada do Setor Primário. No campo, a economia rural primitiva forma um sistema fechado de produção e consumo, separado da economia moderna, urbana e industrial.
Nesses países, a estrutura de distribuição setorial da PEA apresenta grande concentração da força de trabalho no Setor Primário e um Setor Secundário bastante reduzido.Teorias demográficas
Teorias demográficas
01. MALTHUSIANA - trabalhou o crescimento populacional a partir de leis provenientes das ciências exalas e naturais, em parte foi por essa razão que Thomas Robert Malthus cometeu equívocos que comprometeram as suas ideias, além de uma grande dose de alarmismo em suas colocações por desconsiderar a realidade socioeconômica.
A proposta malthusiana estabeleceu a relação Recursos x População.
Os recursos necessários (alimentos) a sobrevivência do homem cresceria em Progressão Aritmética: 1,2,3,4,5, enquanto que o crescimento populacional se daria na forma de Progressão Geométrica ou seja: 2,4,8,16,32,... O economista inglês Thomas Robert Malthus (1776-1834) formulou sua teoria demográfica no livro Um ensaio sobre o princípio da população, publicado primeiramente sem autoria, em 1798. Naquela época, a obra fez muito sucesso, mas hoje suas ideias são
consideradas ultrapassadas pela maioria dos estudiosos. Para os críticos de Malthus, não se elimina a pobreza diminuindo o número de nascimentos entres os pobres, mas redistribuindo a riqueza produzida no mundo. De qualquer modo, por ter sido o primeiro, estudioso a dar um tratamento cientifico ao estudo da população, Malthus consagrou-se como o pai da demografia.
2. NEOMALTHUSIANA – Estabeleceu pensamentos voltados para explicar o crescimento nos países subdesenvolvidos, onde passou a justificar a pobreza em função do excessivo número de pobres desses países. A partir dessa concepção, nota-se a busca por explicações superficiais e sem fundamentação, haja vista que o problema não é o quantitativo de população, contudo a forma como se dá a divisão dos recursos produzidos.
3. ECOMALTHUSIANA - tentando passar uma preocupação com o meio-ambiente e, sobretudo, em relação aos recursos naturais, essa corrente busca explicar novamente o crescimento populacional a partir de ideologias tendenciosas e superficiais que culpa a população de baixa renda pelo consumo exagerado dos recursos naturais comprometendo as gerações futuras.
Ambas as teorias apresentadas tem base no pensamento malthusiano, apesar de que Malthus nunca defendeu deliberadamente um controle, todavia pregava a necessidade do mesmo para evitar uma catástrofe de fome.
Por outro lado, as duas teorias defendem o controle de natalidade como saída para evitar uma explosão demográfica, passando ainda a responsabilidade para o Estado que seria o culpado pelo fato da classe mais baixa ser tão prolífica, tendo em vista a política assistencialista que o poder público pratica.
Esse pensamento revela a postura neoliberal de tais correntes, dai a defesa de que o Estado seria responsável pela política de controle da natalidade, desta forma controlando o crescimento populacional.
4. REFORMISTA - Esta teoria se opõe a teorias anteriores, pois defende nas suas formulações que a miséria existente no mundo é fruto da injustiça social, sobretudo na questão da desigualdade social e da forte concentração de renda que funciona como o grande agente da difusão da miséria e da forme no mundo. Essa concepção trabalha com a ideia de que através da revolução educacional e dos grandes investimentos do estado em saúde e em infraestrutura o crescimento populacional será freado, pois a população ao ter uma maior consciência passa a desenvolver um planejamento familiar, como a que ocorre com a classe média.
Transição Demográfica
Transição demográfica nos países de industrialização recente (NIC’s) a partir da
- década de 80:aplicação do controle de natalidade (Estado e ONG’s);
– crise econômica associada à elevação dos custos de criação e formação do indivíduo;
– queda da fecundidade feminina, devido a maior participação da mulher no mercado de trabalho;
– acesso à informação e aos métodos anticoncepcionais.
A "TRANSIÇÃO DEMOGRÁFICA" – BRASIL
PRINCIPAIS ASPECTOS:
– passagem de uma economia rural para uma economia urbana e industrial
– redução da natalidade;
– aumento do número de adultos e idosos no conjunto da população;
– aumento da expectativa de vida.
PRINCIPAIS PROBLEMAS:
– permanece a necessidade de investimentos na faixa etária jovem (creches, educação, saúde, etc.);
– necessidade de qualificar a força de trabalho adulta;
– aumento dos gastos com a previdência social.
Regiões especiais:
África: a extrema miséria alimenta a natalidade descontrolada.
China: alta natalidade devido ao grande contingente populacional; forte controle do Estado sobre a natalidade.
Países muçulmanos: o tradicionalismo religioso impede o uso de métodos anticoncepcionais
FATORES QUE PROVOCAM A ALTA NATALIDADE:
– a pobreza;
– o pouco acesso aos métodos anticoncepcionais;
– os casamentos precoces;
– a falta de informação;
– a baixa escolaridade da mulher.
