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terça-feira, 20 de abril de 2010

Notícias sobre Belo Monte

Enquanto uns argumentam que a hidrelétrica - considerada a terceira maior do mundo - vai tirar o Brasil do sufoco, evitando apagões como o de 2001, outros acreditam que os benefícios trazidos por esse empreendimento será muito menor do que os impactos socioambientais de se embarreirar um dos maiores afluentes do rio Amazonas. Belo Monte é realmente necessária? Ou há alternativas sustentáveis, que causem menor impacto?

Leiam as Matérias a seguir sobre Belo Monte
Belo Monte de equívocos:
Folha de São Paulo

Belo Monte é Indispensável:
O Globo

Em encontro com índios, Lula defende Belo Monte:
O Estadão

Belo Monte: contradições e dúvidas permanecem
O Globo

Juiz diz que governo ignorou sugestões sobre Belo Monte:
Economia e Negócio

Para especialista, Brasil precisa de uma Belo Monte por ano de energia
Jornal da Mídia (Sábado, 24/04/2010 - 11:52)

Lula diz que críticos de Belo Monte torcem por apagão
O Globo

Belo Monte: respeite as leis apenas se for conveniente
Blog do Noblat

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Belo Monte

Sobre a usina

Belo Monte deve entrar em operação no ano de 2015. Com capacidade instalada de 11.233 MW, a usina representará uma adição de 4.571 MW médios de energia ao sistema elétrico brasileiro. Isso seria suficiente para abastecer 40% das residências brasileiras, criando quase 20 mil empregos diretos e inúmeros empregos indiretos.

Para efeito comparativo, se a mesma quantidade de energia fosse adquirida a partir de outras fontes, tais como eólica, solar e térmica (a gás, óleo e carvão), o custo anual para aquisição de energia de outras fontes, na melhor das hipóteses, dobraria. E caso o bagaço de cana fosse selecionado como opção para substituir essa geração, seria necessária uma área plantada adicional de 8 milhões de hectares.

Belo Monte teve seu reservatório reduzido substancialmente em relação ao passado, de forma a alagar cerca de 60% a menos do que a área prevista em seu projeto inicial. A título de comparação, enquanto a média nacional de área alagada é de 0,49 km² por MW instalado, a Usina de Belo Monte deverá contar com uma relação de apenas 0,04 km² por MW instalado. Além disso, dos 516 km2 de área inundada, cerca de 228 km2 (44%) correspondem ao próprio leito original do rio, e 124 km2 a florestas, não havendo alagamento em terras indígenas. Tais números revelam a preocupação com o meio ambiente e com os seres humanos que lá vivem.

Além disso, o Estudo de Impacto Ambiental de Belo Monte prevê a implantação de Unidades de Conservação em duas áreas situadas na margem direita do rio Xingu, permitindo a formação de um bloco contínuo de florestas, com uma área aproximada de 1,6 milhão de hectares, próximo às terras indígenas – o que equivale a quase três vezes a área do Distrito Federal.

Um compromisso de desenvolvimento regional do Xingu deverá ser cumprido. O edital do leilão determina que o concessionário invista R$ 500 milhões de reais num Plano de Desenvolvimento Regional Sustentável do Xingu.

Belo Monte deverá prover energia elétrica limpa e atrativa para atender às necessidades de desenvolvimento do país, além de gerar diversos postos de trabalho e contribuir sobremaneira para a conservação da fauna e da flora.

Matriz energética limpa

Enquanto no resto do mundo mais de 80% da geração de energia elétrica provém da queima de combustíveis fósseis, no Brasil a participação de fontes renováveis representa quase 90% da geração. Essencialmente, o Brasil possui a matriz elétrica mais limpa dentre as maiores economias do mundo.

De todas as opções para produção de energia elétrica, a hidroeletricidade é a que oferece condições mais favoráveis para fazer frente ao crescimento socioeconômico ocorrido e previsto para os próximos anos. De modo que sejam mantidas as condições de segurança energética do atendimento às necessidades de sua população e da crescente atividade econômica, fazem-se necessários grandes incrementos na oferta de energia elétrica a cada ano.

O atual parque nacional de geração de energia elétrica conta com uma capacidade instalada da ordem de 112 mil MW, e o aumento da demanda exige uma expansão anual de cerca de 6 mil MW.

O compromisso ambiental brasileiro ancora-se em uma das legislações ambientais mais restritivas e exigentes do mundo. O fator humano também é levado a sério na implantação de empreendimentos hidrelétricos, que invariavelmente geram milhares de empregos relacionados a estudos, projetos, construção, operação e manutenção.

Assessoria de Comunicação

Ministério de Minas e Energia

http://www.mme.gov.br


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