domingo, 18 de abril de 2010
sábado, 17 de abril de 2010
Do meio natural ao Técnico-Científico-Informacional
Sob o ponto de vista histórico, o estudo do meio geográfico pode ser dividido em quatro momentos:
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Atualmente, a sociedade vive no meio técnico-científico-informacional, caracterizado pela utilização de tecnologias da informação (telecomunicações, informática, etc.).
Carajás e Tapajós podem ser os novos Estados do Brasil

A Câmara está na iminência de permitir a criação de mais dois Estados no País. Carajás e Tapajós podem surgir retirando a região sul e sudeste do Pará e a divisa do Estado com o Amazonas. Na noite de quarta-feira, deputados aprovaram requerimento para votar em regime de urgência os dois projetos para haver plebiscito nos municípios envolvidos, passo decisivo no processo de formação dos Estados. A decisão dos parlamentares sinaliza para aprovação dos projetos.
Pelas regras na Câmara, é mais difícil conseguir o regime de urgência - mínimo de 257 votos a favor com registro nominal - do que aprovar esse tipo de projeto, com maioria simples e sem exigência de registro de votos.
Os projetos de decreto legislativo, já aprovados pelos senadores, podem entrar na pauta ainda
Se o resultado da consulta popular for positivo, um projeto de lei complementar terá de ser votado para disciplinar a forma de criação dos Estados. A votação na quarta-feira passada foi apertada e os projetos passaram quase no limite de votos.
O projeto de Carajás teve 261 votos a favor (
"Aberração"
O deputado Arnaldo Madeira (PSDB-SP) classificou de "aberração" a proposta de criação dos novos Estados. "Estamos criando mais gastos públicos", protestou. "Os Estados não são viáveis economicamente e quem vai bancar será a União." Ele apontou como aumento de despesas a necessidade de montar as estruturas como o palácio do governo, tribunais de contas e assembleias legislativas.
O deputado Giovanni Queiroz (PDT-PA) contestou o tucano, apresentando tabela comparativas do IBGE. O desmembramento de Goiás para dar lugar ao Tocantins resultou, segundo o levantamento, em crescimento de 155% do PIB no período de
A área de Tapajós ocupa 58% do Estado do Pará. Menos extenso, mas com a maior reserva de minério e a represa de Tucuruí em seu território, a região conhecida por Carajás tem tamanho semelhante ao Equador e um pouco maior do que a Inglaterra. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo
http://www.estadao.com.br/
OMC
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O ESPAÇO GEOGRÁFICO
O QUE É PRODUÇÃO DO ESPAÇO?
O espaço geográfico, a superfície terrestre como moradia da humanidade, consiste, antes de tudo, numa interação entre as sociedades humanas e o seu meio ambiente. Esse meio ambiente é composto de áreas nas quais predominam a natureza original e outras — que se
expandem a cada dia — onde existe um meio alterado pela ação humana, pelas suas obras ou construções.
Algumas sociedades, como as tribos indígenas,têm como meio ambiente a natureza pouco modificada, à qual se adaptam. Porém, especialmente a partir da Revolução Industrial, que se iniciou em meados do século XVIII, a sociedade moderna tem como meio ambiente
uma natureza humanizada (alterada, modificada), cuja evolução — as construções, a economia, as relações dos seres entre si e com a natureza — depende essencialmente dela própria, de seus interesses econômicos ou políticos e do nível de seu
desenvolvimento tecnológico, e não mais dos acontecimentos naturais (climas, solos, rios, etc).
É lógico que a natureza continua a ser a base da vida, inclusive a humana, e existem fenômenos catastróficos e incontroláveis sobre os quais a humanidade possui pouco, ou às vezes praticamente nenhum, controle: mudanças climáticas, abalos sísmicos e vulcanismo, meteoritos que caem na Terra, alterações na radiação solar, etc. Mas, comparando com o passado, quando a humanidade tinha um arsenal científico e tecnológico bem menos avançado, o nosso controle sobre a natureza, mesmo que parcial, é bem maior hoje em dia,
de tal maneira que até mesmo nos preocupam as conseqüências negativas das nossas ações sobre a superfície terrestre.
Podemos então afirmar que o espaço geográfico dos nossos dias é, acima de tudo, o resultado da ação humana sobre a natureza. Conseqüentemente, a sociedade humana e a natureza são os elementos fundamentais para a construção e a transformação (ou reorganização) do espaço geográfico.
CATEGORIAS DE ANALISE DO ESPAÇO
GEOGRÁFICO:
Segundo Milton Santos (1985) o espaço deve ser analisado a partir das categorias: Estrutura, Processo, Função e Forma, que deve ser considera em suas relações dialéticas.
Forma: é o aspecto visível, exterior, de um objeto, seja visto isoladamente, seja considerando-se o arranjo de um conjunto de objetos, formando um padrão espacial. Uma casa, um bairro, uma cidade e uma rede urbana são formas espaciais em diferentes escalas.
Função: implica em uma tarefa, atividade ou papel a ser desempenhado pelo objeto criado, a forma. Habitar, vivenciar o cotidiano me suas múltiplas dimensões – trabalho, compras, lazer, etc – são algumas funções associadas à casa, ao bairro, a cidade e a rede urbana.
Estrutura: diz respeito à natureza social histórica e econômica de uma sociedade em um determinado momento do tempo; é a matriz social onde as formas e funções são criadas e justificadas.
Processo: uma ação que se realiza, via de regra de modo continuo, visando um resultado qualquer, implicando tempo e mudança.
CATEGORIAS DE ANALISE DA GEOGRAFIA:
PAISAGEM: É tudo aquilo que nós vemos, o que nossa visão alcança. Esta pode ser definida como o domínio do visível, porém não é formada apenas de volumes, mas também de cores, movimentos, odores, sons etc.
TERRITÓRIO: [...] um espaço onde se projetou um trabalho, seja energia e informação, e que, por conseqüência, revela relações marcadas pelo poder. (...) o território se apóia no espaço, mas não é o espaço. É uma produção a partir do espaço. Ora, a produção, por causa de todas as relações que envolve, se inscreve num campo de poder [...] (RAFFESTIN, 1993, p.144).
• Territorialização:
• Desterritorialização:
• Reteritorialização:
LUGAR: É principalmente um produto da experiência humana: “(...) lugar significa muito mais que o sentido geográfico de localização. O “lugar é um centro de significados construído pela experiência” (Tuan, 1975).
NÃO LUGAR ( DESLUGAR): Conceito criado para designar as formas estandartizadas, repetidas e com uniformidade de seqüência, como os conjuntos habitacionais e algumas lanchonetes fast food distribuídas ao longo das estradas.
REGIÃO:
É uma realidade física concreta, ela existe como um quadro de referencia para a população que ai vive. (VIDAL DE
Formação sócio-espacial e é concreta e histórica, produto e meio de produção e reprodução espacial (Geografia Marxista)
Tem a região a partir dos sentimentos de pertencimento, mentalidades regionais, um quadro de
referencia na consciência das sociedades como um código social.( Geografia Humanistica)