Mostrando postagens com marcador Geografia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Geografia. Mostrar todas as postagens

domingo, 18 de abril de 2010

Blocos Econômicos

sábado, 17 de abril de 2010

Do meio natural ao Técnico-Científico-Informacional

Sob o ponto de vista histórico, o estudo do meio geográfico pode ser dividido em quatro momentos:

ERAS DO MEIO GEOGRÁFICO

Meios/períodos

Descrição

-Natural

-Meio em que viviam os humanos quando extraíam seus meios de subsistência da natureza, por intermédio da caça, da pesca e da coleta.

-Técnico

-Nessa fase, representada pela Revolução Agrícola, já era possível planejar um pouco mais a sobrevivência: os humanos viviam em comunidade, fixados num determinado lugar, e dividiam as tarefas entre seus membros. A domesticação dos animais tornou possível o deslocamento por longas distâncias, o contato entre outros grupos humanos e a troca de conhecimentos.

-Técnico-científico

-Há cerca de 250 anos, o avanço da ciência criou condições para a invenção de máquinas que modificaram radicalmente e com muita rapidez o modo de vida do planeta. A tecnologia adquiriu um papel cada vez mais importante. O conjunto das tecnologias envolvidas no processo de fabricação de mercadorias, produção de energia e circulação de pessoas foi resultado da aplicação prática dos conhecimentos científicos.

-Técnico-científico-informacional

-Essa fase é caracterizada pelo uso intensivo de tecnologias da informação.

Elaborado pelo prof. Washington, com base em informações da bibliografia citada.

Atualmente, a sociedade vive no meio técnico-científico-informacional, caracterizado pela utilização de tecnologias da informação (telecomunicações, informática, etc.).

Carajás e Tapajós podem ser os novos Estados do Brasil

A Câmara está na iminência de permitir a criação de mais dois Estados no País. Carajás e Tapajós podem surgir retirando a região sul e sudeste do Pará e a divisa do Estado com o Amazonas. Na noite de quarta-feira, deputados aprovaram requerimento para votar em regime de urgência os dois projetos para haver plebiscito nos municípios envolvidos, passo decisivo no processo de formação dos Estados. A decisão dos parlamentares sinaliza para aprovação dos projetos.

Pelas regras na Câmara, é mais difícil conseguir o regime de urgência - mínimo de 257 votos a favor com registro nominal - do que aprovar esse tipo de projeto, com maioria simples e sem exigência de registro de votos.

Os projetos de decreto legislativo, já aprovados pelos senadores, podem entrar na pauta ainda em abril. Concluída a votação na Câmara, serão promulgados, sem necessidade de sanção do presidente da República. E os plebiscitos devem ocorrer em 2011.

Se o resultado da consulta popular for positivo, um projeto de lei complementar terá de ser votado para disciplinar a forma de criação dos Estados. A votação na quarta-feira passada foi apertada e os projetos passaram quase no limite de votos.

O projeto de Carajás teve 261 votos a favor (4 a mais do que o mínimo), 53 votos contrários e 14 abstenções. No caso de Tapajós, foram 265 a favor, 51 contrários e 13 abstenções.

"Aberração"

O deputado Arnaldo Madeira (PSDB-SP) classificou de "aberração" a proposta de criação dos novos Estados. "Estamos criando mais gastos públicos", protestou. "Os Estados não são viáveis economicamente e quem vai bancar será a União." Ele apontou como aumento de despesas a necessidade de montar as estruturas como o palácio do governo, tribunais de contas e assembleias legislativas.

O deputado Giovanni Queiroz (PDT-PA) contestou o tucano, apresentando tabela comparativas do IBGE. O desmembramento de Goiás para dar lugar ao Tocantins resultou, segundo o levantamento, em crescimento de 155% do PIB no período de 1988 a 2006, para os dois Estados, enquanto o crescimento registrado no País foi de 58% do PIB. Crescimento também foi registrado em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, após a divisão.

A área de Tapajós ocupa 58% do Estado do Pará. Menos extenso, mas com a maior reserva de minério e a represa de Tucuruí em seu território, a região conhecida por Carajás tem tamanho semelhante ao Equador e um pouco maior do que a Inglaterra. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo

http://www.estadao.com.br/

OMC

A Economia Mundial e a Globalização

A globalização é o fenômeno mais recente da economia capitalista mundial. É o resultado da evolução da técnica e da ciência, da eficiência dos meios de transportes e comunicações e da construção de instituições supranacionais que lhe dão sustentação, como a OMC (Organização Mundial do Comércio) e os diversos blocos econômicos regionais que, há pouco mais de uma década, estão em processo de consolidação. Caracteriza-se pela liberdade de circulação de mercadorias, capitais e serviços entre os países.

Hoje, mais do que nunca, o mercado é controlado pelas grandes corporações multinacionais, que têm investimentos espalhados pelos cinco continentes, e o Estado acaba sendo um instrumento de expressão dessas corporações.

O mundo globalizado definiu uma nova organização do espaço geográfico, com impacto em todas as regiões do mundo, ampliando as diferenças entre os países desenvolvidos e sub-desenvolvidos e entre as classes sociais no interior de cada um deles. As conquistas técnicas e científicas promovidas por essa nova fase do capitalismo mundial ficaram fora do alcance de muitos.

Diversos movimentos surgiram em todo o mundo, em razão das conseqüências negativas ocasionadas pela globalização, as quais atingiram todos os países, incluindo os desenvolvidos. Tais movimentos partem do princípio que as multinacionais conquistaram tanto poder que estão moldando o mundo segundo seus interesses econômicos.

Existem normas rígidas que organizam o comércio mundial de mercadorias e de serviços. Essas normas são definidas e controladas pela OMC, que, teoricamente, tem poder de decisão sobre todo o comércio mundial, embora prevaleçam na aplicação dessas normas, os interesses das grandes potências mundiais.

As regras da OMC têm por objetivo promover maior fluxo de mercadorias e serviços entre os países que dela fazem parte, principalmente pela redução das barreiras tarifárias, já que a globalização exige mercados mais abertos à circulação de bens e serviços.

Quando defendem seus interesses econômicos, os países desenvolvidos estão garantindo, sobretudo, espaço para a expansão das corporações multinacionais. Já os subdesenvolvidos disputam seus investimentos, abrindo seus mercados, reduzindo ou isentando o pagamento de impostos, doando terrenos com todas as estruturas necessárias como transportes, comunicação, saneamento, etc., para atrair a instalação de filiais dessas grandes corporações.


Fonte: Território e Sociedade no Mundo Globalizado. Elian Alabi Lucci. Editora Saraiva, 2005. (com adaptações)
fonte

Agora Responda:

a) Quais são os principais objetivos da OMC (Organização Mundial do Comércio)?

b) Quais são as principais críticas à OMC?




O ESPAÇO GEOGRÁFICO

O QUE É PRODUÇÃO DO ESPAÇO?

O espaço geográfico, a superfície terrestre como moradia da humanidade, consiste, antes de tudo, numa interação entre as sociedades humanas e o seu meio ambiente. Esse meio ambiente é composto de áreas nas quais predominam a natureza original e outras — que se

expandem a cada dia — onde existe um meio alterado pela ação humana, pelas suas obras ou construções.

Algumas sociedades, como as tribos indígenas,têm como meio ambiente a natureza pouco modificada, à qual se adaptam. Porém, especialmente a partir da Revolução Industrial, que se iniciou em meados do século XVIII, a sociedade moderna tem como meio ambiente

uma natureza humanizada (alterada, modificada), cuja evolução — as construções, a economia, as relações dos seres entre si e com a natureza — depende essencialmente dela própria, de seus interesses econômicos ou políticos e do nível de seu

desenvolvimento tecnológico, e não mais dos acontecimentos naturais (climas, solos, rios, etc).

É lógico que a natureza continua a ser a base da vida, inclusive a humana, e existem fenômenos catastróficos e incontroláveis sobre os quais a humanidade possui pouco, ou às vezes praticamente nenhum, controle: mudanças climáticas, abalos sísmicos e vulcanismo, meteoritos que caem na Terra, alterações na radiação solar, etc. Mas, comparando com o passado, quando a humanidade tinha um arsenal científico e tecnológico bem menos avançado, o nosso controle sobre a natureza, mesmo que parcial, é bem maior hoje em dia,

de tal maneira que até mesmo nos preocupam as conseqüências negativas das nossas ações sobre a superfície terrestre.

Podemos então afirmar que o espaço geográfico dos nossos dias é, acima de tudo, o resultado da ação humana sobre a natureza. Conseqüentemente, a sociedade humana e a natureza são os elementos fundamentais para a construção e a transformação (ou reorganização) do espaço geográfico.


CATEGORIAS DE ANALISE DO ESPAÇO

GEOGRÁFICO:

Segundo Milton Santos (1985) o espaço deve ser analisado a partir das categorias: Estrutura, Processo, Função e Forma, que deve ser considera em suas relações dialéticas.

Forma: é o aspecto visível, exterior, de um objeto, seja visto isoladamente, seja considerando-se o arranjo de um conjunto de objetos, formando um padrão espacial. Uma casa, um bairro, uma cidade e uma rede urbana são formas espaciais em diferentes escalas.

Função: implica em uma tarefa, atividade ou papel a ser desempenhado pelo objeto criado, a forma. Habitar, vivenciar o cotidiano me suas múltiplas dimensões – trabalho, compras, lazer, etc – são algumas funções associadas à casa, ao bairro, a cidade e a rede urbana.

Estrutura: diz respeito à natureza social histórica e econômica de uma sociedade em um determinado momento do tempo; é a matriz social onde as formas e funções são criadas e justificadas.

Processo: uma ação que se realiza, via de regra de modo continuo, visando um resultado qualquer, implicando tempo e mudança.

CATEGORIAS DE ANALISE DA GEOGRAFIA:

PAISAGEM: É tudo aquilo que nós vemos, o que nossa visão alcança. Esta pode ser definida como o domínio do visível, porém não é formada apenas de volumes, mas também de cores, movimentos, odores, sons etc.

TERRITÓRIO: [...] um espaço onde se projetou um trabalho, seja energia e informação, e que, por conseqüência, revela relações marcadas pelo poder. (...) o território se apóia no espaço, mas não é o espaço. É uma produção a partir do espaço. Ora, a produção, por causa de todas as relações que envolve, se inscreve num campo de poder [...] (RAFFESTIN, 1993, p.144).

• Territorialização:

• Desterritorialização:

• Reteritorialização:

LUGAR: É principalmente um produto da experiência humana: “(...) lugar significa muito mais que o sentido geográfico de localização. O “lugar é um centro de significados construído pela experiência” (Tuan, 1975).

NÃO LUGAR ( DESLUGAR): Conceito criado para designar as formas estandartizadas, repetidas e com uniformidade de seqüência, como os conjuntos habitacionais e algumas lanchonetes fast food distribuídas ao longo das estradas.

REGIÃO:

É uma realidade física concreta, ela existe como um quadro de referencia para a população que ai vive. (VIDAL DE LA BLACHE)

Formação sócio-espacial e é concreta e histórica, produto e meio de produção e reprodução espacial (Geografia Marxista)

Tem a região a partir dos sentimentos de pertencimento, mentalidades regionais, um quadro de

referencia na consciência das sociedades como um código social.( Geografia Humanistica)