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sábado, 17 de abril de 2010

Queimadas 2

Queimadas

Floresta Amazônica

Amazônia

Do alto, do solo ou da água, a Amazônia é um impacto para os olhos. Por seus 5,5 milhões de quilômetros quadrados espalha-se uma biodiversidade sem paralelos. É ali que mora metade das espécies terrestres do planeta. Só de árvores, são pelo menos 5 mil espécies. De mamíferos, passa das 300. Os pássaros somam mais de mil, e os insetos chegam a milhões.

Sob as superfícies negras ou barrentas dos rios amazônicos, 3 mil espécies de peixes deslizam por 25 mil quilômetros de águas navegáveis: é a maior bacia hidrográfica do mundo. Às suas margens, vivem cerca de 20 milhões de pessoas, incluindo 220 mil indígenas de 180 etnias distintas, ribeirinhos, extrativistas e quilombolas.

Além de garantir a sobrevivência desses povos, fornecendo alimentação, moradia e medicamentos, a Amazônia tem uma relevância que vai além de suas fronteiras. Ela é fundamental no equilíbrio climático global e influencia diretamente o regime de chuvas do Brasil e da América Latina. Sua imensa cobertura vegetal estoca entre 80 e 120 bilhões de toneladas de carbono. A cada árvore que cai, uma parcela dessa conta vai para os céus.

Grandes também são as ameaças

Maravilhas à parte, o ritmo de destruição segue par a par com a grandiosidade da Amazônia. Desde que os portugueses pisaram aqui, em 1550, até 1970, o desmatamento não passava de 1% de toda a floresta. De lá para cá, em apenas 40 anos, o número saltou para 17% – uma área equivalente aos territórios do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

Foi pela década de 1970 que a porteira se abriu. Numa campanha para integrar a região à economia nacional, o governo militar distribuiu incentivos para que milhões de brasileiros ocupassem aquela fronteira “vazia”. Na corrida por terras, a grilagem falou mais alto, e o caos fundiário virou regra difícil de ser quebrada até hoje.

A governança e a fiscalização deram alguns passos. Mas em boa parte da Amazônia, os limites das propriedades e seus respectivos donos ainda são uma incógnita. Os órgãos ambientais correm atrás de mapas adequados e de recursos para enquadrar os que ignoram a lei. Mas o orçamento para a pasta não costuma ser generoso. O resultado, visto do alto, do solo ou das águas, também é impactante.

http://www.greenpeace.org/brasil/pt/O-que-fazemos/Amazonia/

quarta-feira, 14 de abril de 2010

A exploração da Amazônia

Embora a Amazônia seja o bioma brasileiro que apresenta uma grande área ainda preservada, isso não que dizer que ela esteja longe das ameaças de devastação. Aliás, a devastação tornou-se uma constante na região o que coloca em constante ameaça o maior berço genético do planeta.
A cobiça desenfreada e ambiciosa sobre a Amazônia vem gerando grandes riquezas para um pequeno grupo de agentes hegemônicos como as grandes empresas mineradoras e as que atuam no setor agropecuário, bem como as madeireiras. Isso pode ser percebido com a expansão do desmatamento para dar lugar as pastagens ou mesmo para o aproveitamento da madeira e consequentemente para especulação fundiária.
Outra grande ameaça ao ecossistema amazônico é o avanço da soja sobre a região que se alastra de forma predatória, principalmente na região do baixo amazonas.
Na carona da devastação ambiental vem os problemas sociais como a exclusão, a marginalização de populações tradicionais que não estão incluídos no atual processo de inserção da Amazônia da cobiça-mundo.
Dentro deste contexto riqueza e pobreza na Amazônia são notas de uma mesma música, a música mercadológica excludente.

Por: Rosemildo Lima

Queimadas na Amazônia