quinta-feira, 28 de abril de 2011

Histórico do Capitalismo

2. HISTÓRICO DO CAPITALISMO:
2.1 ANTECEDENTES:
O surgimento dos primeiros comerciantes e artesãos livres nas pequenas cidades medievais e nas feiras em torno dos burgos foi o germe de uma nova sociedade, que no decorrer de alguns séculos, substituiria o sistema feudal.
O feudalismo foi o modo de produção que antecedeu ao capitalismo, dominou parte do mundo em especial o ocidental entre os séculos V e XV. Esse modo de produção determinava uma organização espacial muito específica em que predominavam as atividades rurais, o poder político era descentralizado, havia uma tendência nos lugares pela autosuficiência, as classes sociais se relacionavam pelo vínculo da servidão e os feudos eram quase sempre isolados daí a ordenação espacial fragmentada.

2.2 EVOLUÇÃO HISTÓRICA
O Sistema capitalista nasceu das transformações por que passou a Europa feudal a partir do século XIII. O fundamento da riqueza deixou paulatinamente de ser a terra, e a economia de mercado começou a estruturar-se com base no trabalho artesanal.
O crescimento e o aumento do número de cidades favoreceram o desenvolvimento de relações mercantis e propiciaram a diversificação e a mobilidade social até então praticamente inexistentes. As trocas comerciais entre diversas regiões estimularam as transformações no mundo do trabalho, com o surgimento do trabalho assalariado e de uma incipiente divisão técnica das atividades. dos estudiosos O processo de evolução do capitalismo é considerado lento, pela maioria, isso porque ele vai ocorrer dentro das classes sociais e na política dos Estados, é importante observar, o quanto o papel da cidade foi fundamental na etapa de transição, pois, durante a Idade Média na vigência do feudalismo, observa-se que nos burgos é que viviam os comerciantes, e estava aí a riqueza por eles acumulada ao mesmo tempo em que se concentravam os artesãos, que produziam o necessário a atividade comercial.


O capitalismo evoluiu de forma gradual e tem tido ao longo de sua história uma característica marcante, que é a adaptação as novas situações o que leva os estudiosos a compararem o sistema com um camaleão, foi assim, que lentamente o capitalismo foi ocupando o espaço que anteriormente pertencia ao feudalismo.



quarta-feira, 27 de abril de 2011

O SISTEMA CAPITALISTA DE PRODUÇÃO

O SISTEMA CAPITALISTA DE PRODUÇÃO

I-CAPITALISMO
1- Conceito
O Capitalismo é o sistema econômico que se caracteriza pela propriedade privada dos meios de produção – máquinas, matérias-primas e instalações.
Nesse sistema, a produção e a distribuição das riquezas são regidas pelo mercado e as classes sociais se relacionam pela posse ou carência dos meios de produção e pela contratação livre do trabalho.
As duas condições essenciais que determinam o modo de produção capitalista são:

1. A existência de capital, conjunto de recursos que se aplica na compra de meios de produção e força de trabalho.

2. A existência de trabalhadores livres, que vendam sua força de trabalho em troca de salário. Definem-se assim as duas classes sociais básicas: a dos capitalistas e a dos assalariados.
3. Características:
a) Livre iniciativa
b) Livre concorrência
c) Acumulação permanente de capital
d) Distribuição desigual da riqueza
e) O papel essencial desempenhado pelo dinheiro e pelos mercados financeiros
f) A inovação tecnológica ininterrupta
g) Surgimento e expansão de empresas transnacionais
h) Concentração monopolística – trustes, cartéis, corners, pool, holding, e dumping.
A divisão técnica do trabalho ou seja a especialização do trabalhador em tarefas cada vez mais segmentadas no processo produtivo.

CARACTERÍSTICA DO CAPITALISMO:

O FUNCIONAMENTO DA ECONOMIA: os agentes econômicos (indivíduos ou empresas, instituição pública ou privada) fazem seus investimentos guiando-se pela lógica do mercado, ou seja, com base na lei da oferta e da procura. Investindo sempre com o objetivo de obter a maior rentabilidade possível, daí a concorrência estabelecer-se em todos os setores da economia. No entanto, há muitas outras áreas monopolizadas, nas quais na prática não ocorrem concorrências.
RELAÇÃO DE TRABALHO: predomina o trabalho assalariado. No entanto, ao lodo desta relação tipicamente capitalista convivem relações não capitalistas de trabalho, principalmente em regiões subdesenvolvidas e rurais, como por exemplo: parcerias, arrendamentos, e em regiões mais remotas, até mesmo relações iguais, e existem também as relações ilegais, como a semiescravidão e o trabalho forçado por divida sistema de “aviamento”.
ESTRUTURA DE PROPRIEDADE: predomina a propriedade privada, pois a maioria dos meios necessários para a produção, Pertence a agentes econômicos privados.
MEIOS DE TROCAS E INSTRUMENTO DE CREDITO: o dinheiro ( moeda metálica ou papel- moeda) é o principal meio de troca; Com os avanços da eletrônica e das comunicações, surgiu o cartão bancário, um dinheiro virtual, que permite fazer pagamentos sem a intermediação de cheque ou dinheiro real. Mais recentemente tornou-se possível movimenta fundos através de redes de computadores . há ainda instrumentos de créditos que facilitam as trocas, como os cartões de créditos e as duplicatas.
RELAÇÃO SOCIAL: há uma divisão de classes no interior da sociedade capitalista, com uma concentração de renda nos setores ou classe detentores do capital.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Terremotos e Tsunamis no Japão

Por que os terremotos acontecem? A camada mais externa da Terra, a crosta terrestre, é formada por várias placas, como em um quebra-cabeça.

“Essas placas se movimentam, ora se afastando umas das outras, ora se trombando uma com a outra”, explica o geólogo Agamenon Dantas.

“Quando chega a um limite a ponto de romper as estruturas das rochas, de quebrar, de falharem, há liberação de tensão.”

É nesse momento que acontece um terremoto. Ao todo, 90% dos terremotos acontecem nas bordas das placas tectônicas. O Japão fica bem onde duas delas se encontram.

Todo terremoto é seguido de um tsunami, como aconteceu sexta-feira?

“Quando as tensões de um terremoto cujo epicentro ocorre no mar são liberadas, é suficiente para formar grandes ondas. Pode ocorrer tsunami. mas às vezes não é suficiente. Na maioria das vezes, não é”, diz o geólogo.

Mas quando é, formam-se ondas que se propagam em várias direções.

“A onda tsunami, quando é formada em alto mar, tem característica de ter um grande comprimento da ordem de 700, 600 ou 700 quilômetros, e a velocidade com que ela se propaga chega até 700 km/h ou 800 km/h. Em alto mar, a altura dessa onda é da ordem de 30 centímetros”, acrescenta o oceanógrafo, David Zee.

“Mas à medida que ela avança para o litoral, a frente dessa onda, sentindo o atrito com o fundo, o atrito faz com que ela perca velocidade e ela começa a diminuir seu comprimento e a ganhar altura. Ao chegar a quatro metros de profundidade, a velocidade diminui para 20 km/h. Em compensação, o comprimento diminui bruscamente e a altura dela vai ganhando contornos de oito, dez metros”, diz.
“É como se fosse o estouro de uma manada de elefantes. Os elefantes da frente vão perdendo velocidade, contudo os elefantes de trás vão avançando e vão acumulando energia. Aí, chegando a 20 km/h, praticamente não se segura mais essa onda. A energia é suficiente para levar navios, carros, lixo e entulho”.

O terremoto no mar do Japão foi o mais forte daquele país. Atingiu magnitude 8,9 na escala Richter, o suficiente para provocar um tsunami.

O que significa 8,9 pontos de magnitude?

“É a medida dessa energia liberada. Quando a gente fala que teve 5º na escala Richter significa que é dez vezes mais do que quatro. Seis é dez vezes mais do que cinco, porque a escala é logarítmica, não é uma escala normal. Então, no caso do terremoto que teve no Japão, 8,9 é dez vezes mais do que 7,9”, responde o geólogo Agamenon.

É quase cem vezes mais do que sete pontos, a magnitude do que destruiu parte do Haiti no ano passado. O do Haiti teve o epicentro em Terra. O desta semana foi no mar. Foi o mais forte do Japão e o quinto da história mundial. O do Chile, também no início do ano passado, atingiu 8,8 na escala.

Está havendo mais terremotos?

Não. A média de ocorrência de grandes terremotos tem permanecido constante, segundo os dados de longo prazo do USGS, a agência americana de pesquisas geológicas.

“Temos percebido mais esse tipo de coisa devido à globalização e à grande capacidade de comunicação que o homem tem. Qualquer problema que aconteça em qualquer parte do globo é rapidamente transmitida para todos”, diz o oceanógrafo.

O terremoto deslocou o eixo da Terra?

Muita gente ficou preocupada também com a notícia de que o terremoto teria deslocado o eixo da Terra, uma linha imaginária que cruza o centro da Terra e os dois pólos, em torno da qual o planeta gira.
“Depois do terremoto o que aconteceu é que esse eixo deu um pequeno salto de dez ou 15 centímetros. Para nós, isso não tem absolutamente nenhum efeito. Tem problemas para os astrônomos, que têm que apontar para as estrelas na posição certa, e já que a latitude do observatório mudou, então ele tem que fazer uma correção. O sistema de posicionamento global, o GPS, também tem que fazer essa correção”, aponta o astrônomo do Museu de Astronomia e Ciências Afins, Eugênio Reis.

Ele acrescenta: “O eixo da Terra já se move naturalmente uns 4,5 metros por mês. Ele tem um movimento contínuo. Ele se move porque a Terra não é uma esfera perfeita, é irregular, ela tem uma distribuição de massa irregular. Quando tem um terremoto, isso volta, isso se redistribui. Tem o movimento das águas dos mares. Tudo influencia o eixo de rotação da Terra” (Revista Veja)





quinta-feira, 10 de março de 2011

ONU - História das conferências sobre mudanças climáticas






http://blog.planalto.gov.br/a-historia-das-conferencias-da-onu-sobre-mudancas-climaticas/

Pré-sal

Pré-sal

A camada do pré-sal já foi manchete, polêmica e até bandeira da próxima campanha presidencial. Apesar dos bilhões de barris de petróleo alardeados pelo governo, que estão supostamente encobertos por espessas camadas de sal abaixo do leito do mar brasileiro, muito do que se falou até hoje são meras conjecturas. O que realmente significa o pré-sal para o país? Como essa riqueza será explorada? Quais são as garantias de que a extração de petróleo nessas áreas é um bom investimento? Essas e outras respostas irão ajudar você a entender a questão.

1. O que é o pré-sal e onde ele está situado?

É uma porção do subsolo que se encontra sob uma camada de sal situada alguns quilômetros abaixo do leito do mar. Acredita-se que a camada do pré-sal, formada há 150 milhões de anos, possui grandes reservatórios de óleo leve (de melhor qualidade e que produz petróleo mais fino). De acordo com os resultados obtidos através de perfurações de poços, as rochas do pré-sal se estendem por 800 quilômetros do litoral brasileiro, desde Santa Catarina até o Espírito Santo, e chegam a atingir até 200 quilômetros de largura.

2. Qual é o potencial de exploração de pré-sal no Brasil?

Estima-se que a camada do pré-sal contenha o equivalente a cerca de 1,6 trilhão de metros cúbicos de gás e óleo. O número supera em mais de cinco vezes as reservas atuais do país. Só no campo de Tupi (porção fluminense da Bacia de Santos), haveria cerca de 10 bilhões de barris de petróleo, o suficiente para elevar as reservas de petróleo e gás da Petrobras em até 60%.

3. Quanto representa esse potencial em nível mundial?

Caso a expectativa seja confirmada, o Brasil ficaria entre os seis países que possuem as maiores reservas de petróleo do mundo, atrás somente de Arábia Saudita, Irã, Iraque, Kuwait e Emirados Árabes.

http://veja.abril.com.br/idade/exclusivo/perguntas_respostas/pre-sal/index.shtml#1


Balança Comercial

Balança comercial é o nome da conta do Balanço de pagamentos onde se registram os valores das importações e exportações entre os países. Quando as exportações são maiores que as importações registra-se um superávit na balança, e quando as importações são maiores que as exportações registra-se um déficit.

Entenda o que é balança comercial brasileira

Quando compras do exterior superam vendas, indústria nacional tende a ser prejudicada
A balança comercial é representada por tudo que o Brasil – ou um determinado setor da economia – exporta (vende a outros países) e importa (compra dos mercados externos). Já o saldo da balança comercial é a diferença de tudo que foi vendido e comprado pelo país.
Esse resultado pode ser positivo - quando o Brasil mais vende para os outros países de que compra - ou negativo - quando as exportações ficam menores do que as importações.
As vendas de produtos brasileiros para o exterior tendem a trazer recursos estrangeiros para o país e a gerar mais empregos, pois estimulam a produção e contratações de novos funcionários para atender a demanda dos mercados externos.
Já as importações, embora estimulem a concorrência com os produtos fabricados no Brasil e ajudem a melhorar os preços para o consumidor, tendem a prejudicar a indústria doméstica, o que pode causar reflexo negativo na economia e no mercado de trabalho.
http://noticias.r7.com/economia/noticias/entenda-o-que-balanca-comercial-20100726.html