quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

CAPITALISMO FINANCEIRO

CAPITALISMO FINANCEIRO OU FASE MONOPOLISTA:

Com o crescimento acelerado do capitalismo passou a surgir e crescer rapidamente várias empresas, por causa do processo de concentração e centralização de capitais. A grande concorrência favoreceu as grandes empresas, o que levou as fusões e incorporações, trazendo monopolização em muitos setores da economia.

O capitalismo dessa forma entrava em sua fase financeira e monopolista. O inicio dessa nova fase capitalista coincidiu com o período da expansão imperialista (1875 – 1914), em fins do século XIX e meados do século XX. Mas a consolidação só ocorreu após a Primeira Guerra Mundial, quando as empresas ganharam mais poder e influencia.

A expansão do mercado de capitais é uma marca do capitalismo financeiro. Nos Estados Unidos se consolidou um grande mercado de capitais. As empresas foram aumentando seus capitais através da venda de ações em bolsas de valores. Permitindo assim, a formação de enormes corporações. Os bancos passam a ter um papel importante como financiadores de produção. A livre concorrência e o livre mercado passam a ser substituídos por um mercado oligopolizado.

O Estado também começa a intervir na economia. A partir daí surge o Capitalismo Financeiro, que apesar de suas raízes estarem fincadas no final do século passado, só após a 1ª Guerra Mundial é que essa etapa se consolidou, pois aí surgem grandes empresas, que estão presentes até os dias atuais. Estava se delineando a nova realidade do mercado internacional, onde as empresas para poderem se expandir abriram seus capitais, tornando-os atraentes os mercados de ações. esse mecanismo tornou também o banco poderoso, pois representará o próprio investidor. Apesar de ter vários sócios a empresa tem um controlador, que é o sócio majoritário, que pode ser uma pessoa, um grupo de pessoas, uma empresa ou um banco.

A partir da década de 1870, uma segunda revolução industrial iniciou-se, com o fim do livre comércio. Nesse período, começaram os trustes (organizações industriais de controle da produção e distribuição das mercadorias, com o objetivo de impor o preço dos produtos industriais a seu favor).

Uma associação, denominada cartel, manteve as empresas separadas, mas sem competir entre si, estabelecendo a divisão dos mercados e dos preços. Os preços passaram a ser fixados pelos trustes, cartéis e holdings (uma empresa central controla outras empresas, que se mantêm autônomas, embora as maiorias das ações pertençam à empresa central). O imperialismo se transformava pela necessidade de novas áreas de aplicação dos capitais industriais.

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